Cidades Responsivas, um passo além da inteligência – Parte 02

O que esperamos das cidades no futuro? No artigo anterior vimos o conceito de responsividade, e que as redes de infraestrutura urbana podem ser on demand, tendo como foco melhorar a qualidade de vida do cidadão.

Agora veremos como uma cidade responsiva se forma, e que tornar-se inteligente é o primeiro passo para isso.

Photo by Omar Prestwich on Unsplash

As cidades inteligentes têm a capacidade de aferir suas dimensōes ( como vimos neste artigo) e a partir deles elaborar um plano estratégico de gestão urbana, utilizando-se de diversas ferramentas como as providas pela ciência da complexidade, a tecnologia e sobretudo a participação popular.

Contudo, ao atingir um certo nível de inteligência, as cidades devem evoluir para o próximo patamar que é a responsividade.

Esta evolução serve-se de toda a inteligência previamente desenvolvida pela smart city, e a aplica na melhoria da vida do usuário. Aqui o usuário começa a colher os frutos de toda a inteligência urbana.

Já vimos neste artigo, que dados soltos, sem relação entre eles, não possuem valor algum. Porém quando os relacionamos, começamos a dar sentido às coisas e então temos a informação. Saber o que fazer com a informação é o grande trunfo e isso se chama conhecimento , aí entra as cidades responsivas.

Digamos que as smart cities estão na era da informação, ( e isso já é um grande avanço, pois começamos a colher e relacionar uma enorme quantidade de dados do ambiente urbano), mas com a responsividade urbana vamos entrar na era do conhecimento.

Isto significa que o modo de utilização da informação deixa de ser um sistema de armazenamento central para posterior consulta. Ele passa a ser distribuído em diversos hub’s, ou seja, dispositivos que estão espalhados pela cidade. Estes dispositivos podem ser os smartphones das pessoas; computadores de bordo de carros, motos, bikes; ou mesmo etiquetas de RFID que podem identificar qualquer coisa e introduzi-la em uma rede IoT, conforme já vimos neste artigo.

Observem que a cidade responsiva tem todas as características de um sistema complexo ( podemos vê-las neste artigo ), e desta maneira os algoritmos usados para dar respostas instantâneas às demandas passam pelo ciência da complexidade, o que torna o pensar urbano uma atividade transdisciplinar.

Literatura Recomendada 

https://fcl.ethz.ch/research/responsive-cities/cyber-civil-infrastructure.html

O que vem por aí?

Muitos horizontes se abrem quando tratamos do tema cidades responsivas, e sem dúvida seguiremos aprendendo cada vez mais para prepararmos nossas cidades para este momento.

O recorte de estudo deste canal é a tecnologia, mas nada nos impede de flutuar por outras áreas como a história, geografia, física, geologia, psicologia, filosofia dentre outros, afinal somos livres para pensar e expandir nossos horizontes mentais. 

Curiosos e ávidos pelo conhecimento, já percebemos que não nos satisfaz aguardar as informações virem até nós e por isso mergulhamos nos diversos temas atrás da sabedoria, para dar sentido à nossa existência.

Nos vemos por aí 😉

Everton Teles
Arquiteto e Urbanista, reconhece a cidade como a maior invenção humana, e, para melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos, acredita que a tecnologia pode trazer a sustentabilidade tão buscada.